Traduzido automaticamente por DeepL. Exibir versão original (DE)
Recebemos constantemente e-mails com histórias emocionantes dos nossos leitores fiéis e fãs da Revista Elferspot. É claro que isso nos deixa muito felizes. Não podemos publicar tudo, e pedimos a tua compreensão. Não queremos deixar de compartilhar essa linda história do Richard Lindhorst. Richard nos conta em detalhes como se tornou um apaixonado por Porsche. E, como costuma acontecer com histórias de amor duradouras, o começo foi um pouco turbulento, ou foi um amor que surgiu por caminhos tortuosos. Agradecemos ao Richard e desejamos que você se divirta muito com a leitura.
Tem coisas que você só entende quando fica mais velho. Como eu aprendi a amar a Porsche.
Por Richard Lindhorst
Quando a gente é jovem, muitas vezes experimenta coisas que só passam a agradar mais tarde. A comparação que o Jeremy Clarkson faz com “comida de adulto” é super certeira nesse caso. Resumindo: tem algumas coisas que você odiava quando era criança e adora agora que ficou mais velho, tipo cerveja ou azeitonas. E qual criança realmente gosta de azeitonas? Eu também julguei mal algumas coisas na minha juventude. Por exemplo, o fascínio pela Porsche.
Como criança dos anos 90, os jogos de computador tiveram um impacto enorme
Provavelmente tudo começou em meados dos anos 90. Meus amigos da escola primária e eu ficávamos loucos por carros que admirávamos em pôsteres brilhantes, mas que nunca víamos na rua. O que o Countach ou o 512 BBi representavam para as crianças dos anos 80, o McLaren F1 ou o Viper representavam para a gente. Através de jogos de computador, a gente até conseguia “testar” esses carros. De Need for Speed a Viper Racing e Gran Turismo, a gente conseguia viver praticamente todos os cenários de sonho automotivo imagináveis. Em especial, o Gran Turismo fez com que os carros esportivos japoneses, que eram uma espécie bem rara na Alemanha naquela época, fossem os que mais nos atraíam.

Havia uma marca que nunca estava em destaque naquela época: a Porsche. Em grande parte porque não dava para dirigir carros da Porsche no Gran Turismo… Isso só mudou com a virada do milênio e o lançamento do quinto jogo da série “Need for Speed”: o “Porsche Unleashed”. Lá, dava pra percorrer os cerca de 50 anos de história da marca de luxo de Stuttgart. Começando pelo 356, você avançava pelas décadas, dirigindo de tudo: motores boxer de quatro cilindros, 911s refrigerados a ar e até carros de corrida do departamento Porsche Motorsport.
Tive minha primeira “experiência reveladora” na era do transaxle, enquanto jogava aquele modo de carreira incrível chamado “Evolution”. Os faróis retráteis e o spoiler na janela traseira em forma de cúpula do 944 realmente me chamaram a atenção. Muito mais do que os 911s refrigerados a ar. Eles eram, de alguma forma, muito desajeitados para mim e eu não os achava muito bonitos na época. O Santo Graal do jogo era o Porsche 996 Turbo. Essa era, por assim dizer, a recompensa final do modo carreira. Só dez anos depois é que percebi como o fascínio por esse jogo tinha ficado comigo.
Naquela época, dava pra comprar um bom Porsche por menos de 5.000 euros
Com o passar dos anos, influenciado pela família, me tornei fã da BMW e comprei um BMW E39 530i em 2010. Era o terceiro E39 da família. Um carro atemporal com ótimas qualidades para viagens longas, sem dúvida. Mas depois de dirigir essa limusine de 1,6 ton por um ano, o carro ficou pesado demais pra mim. Eu precisava de algo mais esportivo. Havia muitas opções, especialmente as mais baratas, no começo da década de 2010.
Graças a um post num fórum sobre os melhores jogos de corrida dos últimos 20 anos, lembrei-me de novo da quinta parte da série NfS. Tinha aqueles modelos com transmissão transaxle. Fui dar uma olhada nos Porsche 944 e 924S e descobri que eles estão sendo vendidos por um preço surpreendentemente baixo. Dá até pra comprar um Porsche de verdade por cerca de 5.000 euros. Aprovado pra rodar nas ruas, com histórico completo de manutenção e tudo!


Minha primeira vez ao volante de um Porsche foi na viagem de volta pra casa no meu próprio
Em março de 2011, encontrei um Porsche 924 S vermelho “Guards Red” em Heilbronn. Embora o carro, que na época ainda fosse considerado o “Porsche dos pobres”, tivesse tido 7 donos anteriores e 202.000 quilômetros rodados, parecia uma boa oferta. O histórico dele era razoável e o vendedor parecia de confiança. Um amigo de Karlsruhe deu uma olhada no carro antes e confirmou que estava em boas condições mecânicas. Mesmo nunca tendo dirigido um Porsche antes, eu queria muito um. A combinação da enorme janela traseira, da tecnologia transaxle — empolgante, mas ao mesmo tempo fácil de manter —, do motor robusto de 2,5 litros e do peso baixo me pareceu promissora.
Eu tava procurando uma carona de Hamburgo até Heilbronn e, por sorte, acabei indo com o porta-voz de imprensa do departamento de Porsche Motorsport, Oliver Hilger, no Porsche Cayenne Turbo S dele. Depois de cerca de seis horas de viagem e todo tipo de conversa sobre a Porsche, o exausto Nicolas, nascido na Alsácia, com o 924, me pegou no posto de gasolina onde tínhamos combinado de nos encontrar. Nicolas usava o carro como veículo de inverno e, com seu sotaque francês simpático, me contou sobre todos os serviços de manutenção que já tinham sido feitos nele. A correia dentada tinha sido trocada recentemente, e a embreagem já estava nova. Incluindo uma caixa de câmbio sobressalente e pneus de inverno novos, combinamos um preço de compra de 4.500 euros. Eu mal conseguia acreditar que tinha comprado meu primeiro Porsche pouco antes de completar 22 anos.
Foi esse humilde 924 S que realmente despertou minha paixão pela Porsche
A viagem de mais de 600 quilômetros de volta pra casa com o 2+2 recém-adquirido correu como esperado. O carro era ágil, muito bem equilibrado, tinha uma direção super sensível e o motor oferecia um desempenho excelente. Com seus animados 150 cavalos, o leve carro esportivo de 1.180 kg acelerava alegremente até o limitador de rotação na quinta marcha! Tudo isso enquanto fazia uma média de 28 milhas por galão. O Série 5 também não consumia menos.
Mal conseguia acreditar que tinha comprado meu primeiro Porsche pouco antes de completar 22 anos.

O carro me fascinou desde o início. Mesmo que a posição de sentar fosse um pouco estranha pra mim, já que tenho 1,95 metros de altura. Isso se devia principalmente ao volante original de três raios, que era um pouco grande demais. Mas, fora isso, o carro era superdivertido de dirigir. Nas curvas, dava pra deixar a traseira derrapar um pouquinho sem medo de perder o controle do carro. Resumindo: eu estava apaixonado e sob o feitiço da Porsche. Tudo estava onde deveria estar. Sem frescuras, só uma máquina de dirigir pura, sem sistemas eletrônicos de assistência à direção.
Dirigi meu Porsche todos os dias por mais de seis anos!
Por uns bons seis anos, o 924S me acompanhou no dia a dia. Ele me tornou um motorista melhor e me deixava com um sorriso no rosto todos os dias. Depois de cerca de 100.000 quilômetros e muitas aventuras incríveis, nossa jornada chegou ao fim em maio de 2017. Aliás, eu ainda achava que só um 911 entraria na minha casa se fosse um GT3. Os 911 “comuns” simplesmente não me atraíam tanto emocionalmente.
A partir daí, mesmo quando não dirigia um Porsche, não conseguia parar de dar uma olhada nos classificados, uma e outra vez. Na verdade, o carro dos meus sonhos era um Cayman 981, mas os preços simplesmente não queriam cair. E, como sabemos hoje, eles nunca caíram mesmo. Por isso, pensei no 987, que veio antes dele. Depois de um test drive, porém, não fiquei muito impressionado com o interior e com o pequeno motor boxer de 2,9 litros, então acabei ficando com os pés no chão e imaginei que teria que viver sem um Porsche por vários anos.
Sentar no banco do carona de um Porsche 911 modelo G me deixou viciado
Nesse meio tempo, também dirigi vários cupês BMW Z3 e Z4, já que gostava do visual deles. Mas, ao dirigir os BMWs, não consegui sentir o entusiasmo necessário. Para um test drive, porém, fui até a oficina com o Frank, dono de um Z3 2.8 Coupé no qual eu estava interessado. Fui no banco do carona de um Porsche 911 RS 2.7 Clone com refrigeração a ar. Esse passeio deixou uma impressão duradoura. O som áspero do motor boxer, a tração incrivelmente boa e a simplicidade do carro me lembraram que eu quero dirigir um Porsche e não um BMW como solução de compromisso.




Então, apesar de toda essa conversa sobre rolamentos do eixo intermediário, arranhões no furo do cilindro e tudo mais, eu sempre voltava ao 996. Com o formato clássico dos faróis em forma de ovo frito, o 996 estreito, antes da reformulação de 2002, é o 911 mais bonito pra mim, principalmente o GT3. O design, que na época era novidade e não tinha os faróis redondos clássicos, dá ao carro uma certa independência e faz com que ele se destaque das agora sete gerações do 911, até o 992.
“Não dá pra gente simplesmente sair e comprar um carro pra você?”
Minha namorada já estava tão irritada com meu novo hobby favorito — vasculhar os classificados — que me perguntou se a gente não deveria, de uma vez por todas, simplesmente sair e comprar um. Os critérios foram ficando mais rigorosos com o passar do tempo. Decidi que deveria ser um Porsche 996.1 Carrera 2 mais recente, com câmbio manual. Para mim, era importante que o carro tivesse manutenção regular e fosse dirigido com frequência, nada de ficar parado na garagem, por assim dizer. O volante GT3 de três raios e o console central pintado eram itens indispensáveis no interior.
Em outubro de 2017, descobri um 996 que atendia a todos os meus critérios. Ele tinha um histórico de manutenção completo e estava com a pintura original por toda parte. Então, fomos até uma concessionária em Hamburgo. O carro dava a impressão de ter sido bem cuidado. Todas as rodas estavam impecáveis, os pneus e freios eram novos e tinha um escapamento esportivo instalado. O interior parecia ainda melhor ao vivo do que nas fotos. Ele envelheceu bem, com seus botões redondos e as linhas suaves do painel central.
Mas o vendedor tava um pouco nervoso com a tempestade de outono Xaver, que tava bem forte. Tive que convencê-lo um pouco pra que ele nos deixasse fazer um test drive. Então, mesmo com o tempo estando péssimo, dirigi um Porsche 996 Carrera pela primeira vez. Com o vendedor no banco de trás. Dirigimos pelas estradas molhadas, meio que fazendo slalom entre os galhos caídos. Foi um bom teste para a direção, que me impressionou na hora, assim como no 924. Sem nenhuma folga e com uma cremalheira bem ágil, funcionava quase que telepaticamente. Além disso, mesmo para mim, com tamanho de sapato 47, os pedais estavam perfeitamente posicionados para reduções de marcha com a técnica “heel and toe”. Funcionou como um sonho logo na primeira tentativa. E o motor girava bem, tinha torque mais do que suficiente, de modo que dava para passar pelo centro de Hamburgo na sexta marcha a 40 km/h.
Dirigimos pelas estradas molhadas, meio que fazendo slalom entre os galhos caídos. Foi um bom teste para a direção, que me impressionou na hora, assim como aconteceu com o 924.

Como poderia ter acabado de outra forma? Eu estava apaixonado de novo por um carro que tinha conquistado seu espaço em Weissach. Mais uma vez, era um Porsche que tinha tido uma vida meio esquecida. Quem declarasse publicamente, há alguns anos, seu carinho por um dos primeiros 911s refrigerados a água tinha que esperar ser chamado de herege pelos puristas da Porsche. Isso não importou para mim com o 924 e também não me importei com isso no 996. Se você deixar os preconceitos de lado, vai ser recompensado com uma ótima combinação de comodidades modernas e características clássicas do 911. Direção excelente, motor que adora girar, tração simplesmente ilimitada e, se precisar, até espaço para as crianças.
Tem coisas que a gente só entende quando fica mais velho.
Depois de dar uma olhada no carro por baixo, lá no elevador, assinei os papéis e comprei meu primeiro 911, aos 28 anos. Não foi um GT3, mas um Porsche 996 Carrera 2 bem simples, o modelo 911 mais barato do mercado. Assim como com o 924, a partir de então eu teria na minha garagem um Porsche que ainda passa um pouco despercebido. Um que nem todo mundo gosta, que divide as pessoas em dois grupos. Essa reputação mudou para os 924 ao longo dos anos. E mudou para o 996 nos últimos anos também. Fico feliz que isso não tenha importado nem um pouquinho pra mim. Assim, pude aproveitar ao máximo o “911 do pobre”. E, assim como aconteceu com a “comida de adulto”, também fui aprendendo aos poucos a gostar dos 911s refrigerados a ar. Tem coisas que só se entende quando a gente fica mais velho.

Fotos: Henner Huflage
Revista Elferspot
Você atingiu seu limite de artigos para este mês.
Torne-se um membro do Elferspot agora e tenha acesso ilimitado à nossa revista Elferspot e a outros recursos!
- Sem obrigações ou cobranças.
- Ajudamos você a encontrar o carro dos seus sonhos: receba os carros recém-adicionados diretamente em sua caixa de correio.
- Sua própria lista de favoritos com seus carros preferidos.
- Acesso ilimitado à Elferspot Magazin.
- -10&percentual; desconto de boas-vindas para produtos têxteis da Elferspot
- Venda com sucesso seu Porsche via Elferspot.
